Noémia Rodrigues

A Associação Portuguesa de Naturopatia

Por Noémia Rodrigues em Agosto 2020

Tema Saúde / Publicado na revista Nº 16

APNA, foi fundada em 1981. É a associação mais antiga de Portugal, nesta área.

Razão da constituição:

Legislar, representar e defender os interesses dos seus associados, defender a classe, diferenciar  os verdadeiros profissionais dos “curiosos/ charlatões”;

Promover a divulgação, desenvolvimento e defesa da Medicina Natural ao público em geral;

Realizar formações, seminários e congressos de âmbito nacional e internacional;

Criar parcerias com associações e instituições, nacionais, europeias e internacionais para reforçar a unidade dos seus profissionais;

Apoio Jurídico;

Criar Boletim Informativo mensal, com notícias importantes para a classe.

Tem associados em toda as vertentes das 7 TNC e de outros profissionais na área da saúde natural.

Em 1981, reuniu com deputados da época no sentido de rasgar caminho para o início da regulamentação dos seus profissionais.

Foi notória a dificuldade que vincou esta pretensão, pela pressão da OM. Os médicos, cremos que por desconhecimento do que é a Naturopatia, foram minando a opinião pública tal como os políticos, persistindo no erro da difamação. Alguns dos profissionais da época foram perseguidos, houve associados presos, apelidados de bruxos, charlatões etc., absolvidos posteriormente pela justiça. A falta de legislação permitia a proliferação de medos, ofensas e injustiças contra os profissionais. 

Desde os seus primórdios, tem enfrentado duras batalhas neste sentido.

Na História da Saúde Natural de Portugal, em Setembro de 1999 manifestou-se na “Guerra contra o Ato Médico, vetado pelo PR na época Dr. Jorge Sampaio.

Esteve representada na elaboração do documento do Naturopata e no Conselho Científico das TNC.

Trabalhou arduamente na concretização da legislação existente das TNC, marcou presença em todas as iniciativas relacionadas com a mesma, está atenta e aguarda a publicação de 2 Portarias em falta, a de Transição das Escolas e o Ciclo de Estudos de Homeopatia;

Ao longo de todos estes anos tem escalado centímetro a centímetro a montanha de dificuldades com que as TNC se tem deparado. 

Todo o cidadão tem o direito de escolher a medicina que pretenda, ao abrigo da Constituição da República Portuguesa e da Lei 45/2003 de 22 de Agosto no seu artigo 13º nº 1 “Os cidadãos têm direito a escolher livremente as terapêuticas que entenderem.”     

Defende:

recibos dos profissionais das TNC, possam  ser deduzidos em sede de IRS. A profissionais de saúde direitos iguais;

Descida do IVA de 23% para 6%, nos suplementos, como os químicos com dedução em sede de IRS;

As TNC, integrarem o SNS, uma vez que fazem parte da Lei de Bases da Saúde;

União entre os profissionais do país, profissionais da Europa e por sua vez no resto do mundo, com lealdade, união, força, empenho, dignidade e humildade, irá alcançar os seus objectivos. A APNA foi membro fundador da World Naturopathic Federation (WNF), e da EU.NAT.A – European Naturopathic Association, representando Portugal na área da Naturopatia. 

A verdadeira medicina começa por respeito a todos os profissionais cujo intento é a melhoria da saúde do doente. Procedimento “ Primun nom nocere”. O principal aspecto do tratamento é não causar danos.   


Os profissionais das TNC podem ajudar a complementar/integrar a medicina convencional ou alopática.

A medicina convencional é uma medicina de urgência (intervenção rápida) e de repressão por “abafar” os sintomas que mais não são do que um alerta de que algo no corpo não está bem, a Naturopatia é uma medicina de fundo, procura a causa da razão dos sintomas.

Já dizia Hipócrates (pai da medicina) “Que a comida seja teu alimento e o alimento tua medicina”.











O que é a Naturopatia?

A Naturopatia conhecida também por medicina natural, tem por base a alimentação, é um método que usa os meios naturais (agentes) para conservar e restabelecer a saúde. É fiel ao conjunto de princípios, regras e leis, que a orientam no sentido dos seus grandes objectivos; conservação (prevenção), restabelecimento (cura) do corpo humano e do seu organismo através dos seus próprios meios (Auto-Cura), ou ajudada pelos agentes naturais do seu meio ambiente.

Deve existir equilíbrio entre ser humano e o meio ambiente, que faz ou desfaz a saúde em função dos elementos normais ou anormais desse mesmo ambiente, conhecidos por agentes físicos. Sempre que os agentes físicos não sejam previstos pelos seres humanos que aí vivam ou residam, classificam-se de anormais, porque perturbam o próprio meio humoral orgânico (princípio Hipocrático), desencadeando o mal profundo, (doença, deformação, demência), atacando paralelamente os órgãos, as formas e os sentidos, ou seja os 3 planos naturopáticos da degradação humana, forma, fundo e mental.

Naturopatia é a Medicina propriamente dita de Higiene Vital, é o estudo da doença em função da sua natureza. Cerca de 70 a 80% dos processos de saúde pertencem ao foro da Naturopatia. Essencialmente preventiva, 70 a 80% curativa e apenas não actua em 20 a 30% dos casos, quando a força vital do paciente se encontra totalmente esgotada.

        O Naturopata recorre ao Exame de Saúde Naturopático, ignora por completo o chamado diagnóstico da enfermidade. Literalmente, a “doença ou lesão não interessa” para este, interessa sim, o que resta da capacidade vital ou grau de Saúde. 

É através do Exame de Saúde Naturopático que se observam os sinais da pré-doença (sinais morfológicos gerais e locais), recolhidos sobre o corpo humano, que espelham o estado dos seus órgãos sob a forma, fundo e mente, se anormais, tenta restabelecer (equilibrar) a saúde, cumprindo na íntegra as regras e as leis naturopáticas.

Continua a lutar na defesa, dignidade, respeito e liberdade de toda a classe, que pelo seu passado histórico, deu provas de toda a sua credibilidade.

Exige igualdade de direitos para todos os profissionais da área da saúde, devidamente legalizados.  

Noémia Rodrigues - Presidente da Associação Portuguesa de Naturopatia












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