Ana Moutinho Pereira

O Poder do Toque

Por Ana Moutinho Pereira em Janeiro de 2012

Tema Saúde / Publicado na revista Nº 7
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A grande descoberta que lhe propomos aqui é simples, natural, espontânea e bela – o toque.

Após o nascimento, o tato é dos primeiros sentidos a serem estimulados. Através dele, sentimos a mãe; depois, a família mais próxima. Nele, encontra-se a carícia e descobre-se o amor amigo e o amor amado, que nos integram como indivíduos na sociedade.

O toque inclui-nos no Todo. Fundamental para o crescimento e o desenvolvimento do ser humano, viabiliza a consciência do ser na sua aprendizagem e, na sua co-existência, reforça a saúde, pois detém o poder de regenerar o corpo, a mente e o espírito.

Gestos simples, como dar as mãos, um abraço ou uma carícia, demonstram a capacidade de manifestar os sentimentos mais profundos, fortalecendo, assim, as relações íntimas e sociais, oferecendo-nos uma maior segurança, confiança e auto-estima, se essa abordagem for incentivada desde a infância.

Desde sempre, o mais simples toque, o toque social, incentivou as ligações humanas.

Lamentavelmente, nos nossos dias, o contacto direto não é incentivado, dado que as novas tecnologias e o enclausuramento que proporcionam jogam a favor do relacionamento virtual, que funciona também como forma de proteção física. O preço é perder-se a envolvência emocional do toque.

Hoje, não há dúvidas que existe cada vez mais procura do toque terapêutico. Os nossos corpos necessitam cada vez mais dele, para redescobrirem a auto cura e a harmonização. A espontaneidade do toque ocorre quando adquirimos uma maior segurança em nós mesmos, permitindo uma maior consciência corporal, estimulando a nossa sensibilidade, potencializando uma maior interação com o meio, auxiliando na resolução de possíveis "conflitos" de relacionamento.

Desde sempre que as grandes civilizações buscam o bem estar, o equilíbrio e a saúde, desenvolvendo abordagens hoje conhecidas como terapias alternativas. Estas têm um papel crucial na evolução, pois permitem a responsabilização e o desenvolvimento da consciência do ser, que passa a compreender melhor do que precisa para se manter vitalizado e equilibrado, quer dizer, em harmonia consigo e, daí, com os outros. Podemos mencionar o Shiatsu, a Reflexologia, a Shantala (massagem do bebé), a Ayurvédica, o Do-in (automassagem), entre muitas, que proporcionam o relaxamento profundo, o autoconhecimento e permitem desenvolver o processo de auto cura ao reequilibrar o ser.

A negligência de um dos sentidos mais importantes do corpo, o tato, faz com que vivamos uma época de relações superficiais, influenciando o aumento da violência e a exclusão social. O poder do toque verifica-se pela sua capacidade de derrubar barreiras, por ser uma das mais poderosas expressões de amor, criando relacionamentos, alterando a nossa postura fechada, tornando-nos mais receptivos e comunicativos, logo, mais saudáveis e felizes.

Ana Moutinho Pereira







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